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Aparelho seminovo: o que a seguradora aceita

Atualizado em 3 min de leituraPor Paramettrus Seguros e Garantias

O mercado de aparelhos seminovos cresceu, e com ele a dúvida: dá para segurar um celular que não é novo?

Depende da seguradora e do tempo de uso — e a resposta específica sai da consulta, não de uma regra geral.

O que costuma ser avaliado

Tempo de uso. É o critério mais comum, e as políticas variam entre seguradoras.

Estado do aparelho. Algumas exigem verificação — fotos, vistoria por aplicativo, teste de funcionalidades.

Documentação de aquisição. Como se comprova a propriedade e o valor.

Origem. Aparelho com procedência demonstrável, e IMEI sem restrição.

Não há um padrão único de mercado para nenhum desses itens, e é por isso que a verificação precede qualquer proposta.

A comprovação pesa mais aqui

Num aparelho novo, a nota fiscal recente resolve tudo: propriedade, valor e origem, com o número de série impresso.

Num seminovo, essa nota é de outra pessoa, ou tem anos, ou não existe.

O que costuma ser aceito varia, e pode incluir a nota original acompanhada do comprovante de transferência, o comprovante de compra do vendedor anterior, ou documentação da plataforma quando a compra foi feita por canal formal.

Verifique isso antes de contratar. Descobrir no sinistro que a documentação não atende é o pior momento possível.

Como a indenização considera a idade

Ponto que gera expectativa equivocada e que vale conferir nas condições.

É comum que a reposição considere aparelho equivalente — modelo de configuração e estado comparáveis — e não necessariamente um aparelho novo do mesmo modelo.

Faz sentido: você segurou um aparelho com dois anos de uso, e a indenização repõe o que você tinha.

Onde isso surpreende é quando o segurado esperava sair do sinistro com um aparelho novo. Ler o critério antes ajusta a expectativa — e permite decidir com informação se a cobertura vale a pena para aquele aparelho.

Quando não vale a pena

Vale a honestidade nos dois sentidos.

Para aparelho de valor baixo e uso avançado, o custo da cobertura somado à franquia pode se aproximar do valor de reposição. Nesse caso, a apólice deixa de fazer sentido econômico.

A conta é simples e vale fazer: valor de reposição do aparelho, contra prêmio somado à franquia. Se os números se aproximam, o dinheiro rende mais numa reserva.

Para aparelho recente e de valor alto — que é onde o seguro celular normalmente se justifica — a conta costuma ser bem diferente.

O que vale para qualquer aparelho

Independentemente de idade e de apólice:

  • anote o IMEI e guarde fora do aparelho;
  • backup automático ativo;
  • bloqueio e apagamento remoto configurados;
  • autenticação em dois fatores nos aplicativos sensíveis.

O conteúdo do aparelho costuma valer mais que ele. E isso nenhuma apólice repõe.

Perguntas frequentes

Aparelho usado pode ser segurado?

Depende da seguradora e do tempo de uso. Verificamos quais aceitam o seu aparelho antes de propor a contratação — a política varia, e uma recusa numa não significa recusa em todas.

Como se define o valor de um aparelho seminovo?

Pela documentação de aquisição e pelo valor de mercado do aparelho no estado em que está. Diferente de um aparelho novo, não há nota fiscal recente com o valor cheio — e é isso que torna a comprovação mais importante nesse caso.

A indenização é pelo valor de novo?

Depende do critério previsto na apólice. É comum que a reposição considere aparelho equivalente, e não necessariamente um modelo novo de mesma configuração. Conferir esse critério antes de contratar evita a surpresa no sinistro.