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Evento corporativo x evento social: o que muda na apólice

Atualizado em 4 min de leituraPor Paramettrus Seguros e Garantias

Seguro de eventos é um produto só. O que muda entre um congresso e um casamento não é a apólice disponível — é quais coberturas carregam o peso do risco.

No corporativo, o dinheiro já saiu

Feiras, congressos e convenções têm uma característica financeira específica: o valor é comprometido muito antes da data.

Espaço reservado com antecedência, fornecedores contratados, estrutura encomendada, divulgação veiculada, material produzido, passagens e hospedagem de palestrantes.

Se o evento não acontece, boa parte desse custo já foi gasta e não volta. É por isso que cancelamento costuma ser a cobertura mais relevante aqui — e por isso que ela deve ser dimensionada pelas despesas comprometidas na data, não pela receita esperada.

Junto com ela pesam danos a estruturas montadas e a equipamentos, que num evento corporativo somam valores altos: som, projeção, painéis, estandes.

No social, a exposição é a pessoas

Casamentos, formaturas e festas têm outro perfil.

O valor comprometido costuma ser menor, e a estrutura mais simples. Mas há público reunido em espaço contratado, muitas vezes com bebida, dança e estrutura temporária.

A cobertura que carrega o risco aqui é a responsabilidade civil: alguém se machuca, e a responsabilidade é de quem organizou.

O limite, como sempre nessa cobertura, sai do dano possível a uma pessoa — não do orçamento da festa. É a diferença de ordem de grandeza que mais surpreende quem contrata.

O que vale para os dois

Montagem e desmontagem precisam estar na vigência. Vale igual nos dois casos.

A exigência do espaço costuma existir nos dois, e é ela que define o limite mínimo. Ler o contrato do local antes de cotar evita a apólice que não atende.

A exigência do município, quando houver, para liberação do alvará.

Danos ao local, porque os contratos de espaço quase sempre responsabilizam quem realiza o evento.

O erro de cada lado

No corporativo: contratar só responsabilidade civil, porque é o que o espaço exigiu, e ficar sem cancelamento — deixando descoberta justamente a exposição maior.

No social: contratar pensando no valor da festa e dimensionar a responsabilidade civil por ele — o que produz um limite que não suporta o cenário que a cobertura existe para atender.

Os dois erros vêm do mesmo lugar: dimensionar pelo que se enxerga, e não pelo que pode acontecer.

A conversa que resolve

Três perguntas, e elas servem para qualquer evento:

  1. Quanto já terá sido gasto na data do evento, e não volta se ele não acontecer?
  2. Quantas pessoas estarão no local, e qual dano a uma delas seria insuportável para você?
  3. O que o contrato do espaço e o município exigem, por escrito?

As respostas dimensionam a apólice. Sem elas, o que se contrata é um pacote que pode ou não corresponder ao evento.

Perguntas frequentes

São apólices diferentes?

É o mesmo seguro de eventos, dimensionado de formas diferentes. O que muda é qual cobertura pesa mais: no corporativo, cancelamento e danos a estruturas e equipamentos; no social, a responsabilidade civil perante convidados.

Evento social precisa de cobertura de cancelamento?

Depende de quanto já foi pago e não é recuperável. Um casamento com fornecedores quitados meses antes tem exposição real; uma confraternização com pagamento na data, quase nenhuma. É a mesma pergunta do corporativo, com números diferentes.

Quem contrata: a empresa, o espaço ou o organizador?

Quem responde pelo evento — normalmente quem o organiza e assina o contrato do espaço. O espaço tem apólice própria para a operação dele, que não cobre a responsabilidade de quem realiza o evento ali.